Vegetarianos tem deficiência de proteínas?



Deficiência de proteína não é comum em vegetarianos. Aliás, é raríssimo!!

Eu nunca atendi um único vegetariano no consultório com esse problema, e os artigos científicos que avaliam a nutrição protéica dessas populações também não demonstra esse problema.
Infelizmente muitos profissionais apavoram, desnecessariamente, o vegetariano com esse tema.
A proteína é importante sim, mas isso não quer dizer que ela esteja sendo negligenciada quando retiramos a carne do cardápio e também os ovos e laticínios.

O consumo de proteínas de origem animal e vegetal no mundo



O consumo de proteínas vegetais corresponde a 65% do total de proteínas ingeridas pelas pessoas no mundo todo. Nos Estados Unidos esse consumo corresponde a apenas 32%, demonstrando que essa população está reduzindo a ingestão de alimentos de origem vegetal e aumentando a de origem animal. As conseqüências para a saúde, desse padrão alimentar americano, são nítidas.



Grupo Alimentar


% de proteínas
Carne vermelha
57,68
Peixe
77,25
Frango
48,58
Frios
27,76
Ovos
32,35
Leite
24,67
Queijo
26,53
Cereais integrais em grão
13,32
Derivados dos cereais (flocos, massas...)
14,3
Cereais refinados
10,34
Leguminosas (feijões)
26,34
Derivados de soja
35,22
Oleaginosas
10,92
Sementes de oleaginosas
16,18
Legumes
22
Verduras
32,79
Amiláceos (batatas)
5,91
Frutas
6,86
Óleos
0
Açúcar
0

Príons

 O que são?


São partículas compostas apenas por proteínas normais do organismo, que quando modificadas tornam-se patogênicas. Ao se acumular no organismo essa proteína mutada leva à morte de neurônios, deixando o cérebro com aspecto esponjoso e causando doenças degenerativas do sistema nervoso central.



Características:

Os príons são capazes de produzir cópias de si próprios, apesar de não possuírem nenhum tipo de ácido nucléico (DNA ou RNA).


Não provocam resposta imunológica.


Resistentes ao congelamento, ao ressecamento, ao calor do cozimento normal dos alimentos, à pasteurização e à esterilização por procedimentos usuais.


Infecção:


Observaram-se que a diferença entre as proteínas PrPc e PrPSc é apenas de suas configurações moleculares, em que a PrPc apresenta a forma de uma hélice (estrutura alfa), e a PrPSc apresenta estrutura pregueada (estrutura beta). A seqüência de aminoácidos é a mesma na forma normal e patogênica, a diferença está apenas na conformação da proteína.

Os príons tendem a se agregar e são capazes de se combinar com moléculas da proteína príon celular e induzir nestas a mudança de conformação, tornando-as patogênicas. Assim aos poucos um núcleo inicial de príons “rouba” moléculas normais e amplia o número e o tamanho de agregados que se depositam progressivamente no tecido cerebral, deixando um aspecto esponjoso acompanhado de uma extensa morte neuronal.


Doenças relacionadas:

Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB)


A Encefalopatia Espongiforme Transmissível nos bovinos é conhecida como Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) ou BSE (Bovine Spongiform Encephalopathy). Essa doença afeta em especial o sistema nervoso central e a alteração espongiforme ocorre por causa da formação de vacúolos intraneuronais.
A EEB tem características semelhantes à vCDJ (Nova Variante de Creutzfeldt-Jakob). Por isso a EEB é análoga à vCDJ em humanos.

Devido aos sintomas de tremedeira, denominados ataxia, a patologia ficou conhecida como doença da Vaca Louca.

Sua transmissão ocorre por meio da ingestão de alimento contaminado por EEB. Mas outro fator de risco é uso de cosméticos derivados da placenta bovina. Além desse, produtos contendo ceramidas de bovinos infectados também podem causar a doença, pois a pele que expressa efetivamente a PRP.
A doença neurodegenerativa também pode ser transmitida por tecidos animais de outras origens, como aviário e porcino. Essa infecção ocorre pelo uso de carcaças e tecidos não esterilizados para o enriquecimento de rações para o gado.
O grande problema da BSE é econômico, pois havendo suspeita da doença, os países importadores deixam de comprar os produtos bovinos e isso gera uma crise na economia do país exportador.

Kuru


Kuru que na língua indígena, significa tremor, leva a lesões semelhantes as da doença de Cretzfeldt_Jacob, ou seja, a região cerebral, apresenta aspecto esponjoso e formação de placas amilóides.

Essa é uma doença neurodegenerativa que tem suas origens nos rituais canibalísticos de algumas tribos indígenas, as quais acreditavam que, se comessem o cérebro do inimigo, ganhariam sua força e inteligência. Esse era o modo de transmissão da doença, que foi erradicada com o fim desses rituais. A doença estabelecia sintomas como dificuldades na fala e na deglutição, acompanhadas de instabilidade emocional, em um primeiro plano e mudez e delibitação, em um segundo plano.

Fonte: http://prionseinfeccoesbiobio1.blogspot.com.br/

Biodisponibilidade


A biodisponibilidade é definida a partir de três aspectos:

• Bioconversão - proporção de nutriente ingerido que estará biodisponível para sua forma ativa,

• Bioeficácia – a eficiência com a qual os nutrientes ingeridos são absorvidos e convertidos em sua forma ativa,

• Bioeficiência – proporção da forma ativa convertida do nutriente absorvido atingirá o tecido-alvo.

A partir do conhecimento acima adquirido e das informações da tabela abaixo, mostrando a classificação dos alimentos segundo sua biodisponibilidade, pode-se concluir que a proteína do ovo é a mais biodisponível dentre os exemplos citados.


Fonte:http://longhinutricao.blogspot.com.br/2011/04/tecnicas-dieteticas-aplicadas-nutricao.html